Retornar


JORNAL AENFER

N° 121 - Março/2008


Sumário

Ö Editorial

Ö Primeira Página

Ö Bate Papo

 

 

 

Editora Executiva: Silmara Reis


 

 

 

 
Editorial á

Onde está o planejamento?

Sempre que alguém assume um posto na escala hierárquica de uma empresa, seus primeiros movimentos são para inteirar-se da situação de sua área: quais os seus objetivos, quais os recursos materiais e humanos de que dispõe, quais os processos que utiliza e quais os resultados que vem obtendo. A seguir, procura-se saber, no contexto da missão da empresa, se esses resultados atendem ou não. Mesmo atendendo, o objetivo do administrador é sempre dar um passo a mais, melhorar sempre. Para isso, a empresa como um todo, deverá ter seu plano estratégico definido, bem como os planos táticos e operacionais. Obviamente, esses planos deverão ser periodicamente revistos de maneira que a empresa esteja sempre adequada ao seu ambiente exterior. Guardadas as devidas proporções, é assim que deveria funcionar um país. Para isso existem ministérios com atribuições específicas (postos hierárquicos) que deveriam ter planos táticos e operacionais definidos para que o objetivo definido no Plano Estratégico de Governo fosse alcançado. A fala do presidente da República na última reunião ministerial foi bastante significativa. Ao expressar que após aquela reunião os ministros poderiam ficar sem se encontrar durante vários meses, passou a idéia de que cada um vai para o seu “canto” cuidar dos problemas de sua área sem que periodicamente seja feita uma revisão do conjunto para correção ou adequação do rumo. Essa idéia é reforçada pelo lançamento de planos periodicamente, como, por exemplo, o Fome Zero e o PAC – Plano de Aceleração do Crescimento. Como fazer chegar o alimento produzido numa região em outra na qual ele é carente, se as rodovias estão esburacadas e as ferrovias e hidrovias abandonadas? Ou seja, não existe Plano Estratégico, nem Tático, nem Operacional. O que existe é um permanente apagar de incêndios, em que o ministro com maior cacife político no momento consegue mais recursos para a sua área. O que se vê, e isso não é de agora, não surgiu neste governo, é um país capenga, com áreas bem estruturadas e outras lutando para se manter. Dessa forma, como disse o poeta, continuaremos a caminhar “com passos de formiga e sem vontade”. O político tem um papel nobre na sociedade que certamente não é o de administrar. Vamos colocar as pessoas certas nos lugares certos, nos lugares para os quais elas estão preparadas. Essa providência já será um bom começo.

 


 
Primeira Página á

CENTRAL X Central

Veja o tratamento que está sendo dado aos funcionários da Central

AENFER encontra luz ao final do túnel CENTRAL para a Central

Neste ano em que comemoramos os duzentos anos da instauração do Reino de Portugal na colônia brasileira, ato único no mundo, nós, brasileiros ferroviários, estamos felizes com a dupla festividade. Em março também estaremos comemorando um dos grandes frutos evolutivos gerados com a vinda da família Real para o nosso território, os Cento e Cinqüenta Anos da criação da nossa querida Estrada de Ferro Central do Brasil - CENTRAL.

A CENTRAL, que existiu até o meado do século passado, contribuiu com sua malha de linhas férreas para o desenvolvimento econômico do Brasil Colônia e da República, junto com as demais ferrovias e transportes sobre trilhos existentes em todo território brasileiro.

O Brasil neste período, dentro das suas condições, sempre trilhou em paralelo com o progresso e o desenvolvimento mundial.

O orgulho de ser ferroviário quase se confundia com o orgulho de ser brasileiro, pois, na maioria das famílias, existia pelo menos um empregado da ferrovia. O som dos trens sempre afetava emocionalmente os nervos, o coração e a vida de todos os que viviam às margens da ferrovia.

A cultura do trem persiste até hoje nas músicas, nas praças públicas das cidades, nos trilhos, pátios e estações, nas áreas e trechos abandonados deste nosso país, estando presente também nos enredos e sambas dos Blocos Carnavalescos, nos brinquedos e na linguagem popular, graças à CENTRAL e à malha de trilhos distribuídos em todo o solo brasileiro, desenhando o caminho do progresso.

Em 30 de setembro de 1957, sucedendo à CENTRAL, foi criada a Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima – RFFSA, que agrupou quase todas as ferrovias existentes no Brasil, transportando todos os tipos de cargas e passageiros em suas linhas, criando um novo desafio para todos os empregados ferroviários, diante de todo o seu acervo patrimonial, técnico e cultural, a ser administrado. A logomarca da RFFSA passou a fazer parte da identidade de seus empregados perante o povo brasileiro, sendo um orgulho para todo o país.

A filosofia de criação da RFFSA foi semelhante ao modelo gerencial adotado pelos países mais desenvolvidos, sendo aplicada até hoje, baseando-se no bom senso da fórmula de construir sem destruir o existente, fazendo a manutenção e modernização da malha ferroviária e implantando novos ramais.

Com o passar do tempo, o processo de globalização em conjunto com o repasse de verbas da União, cujos valores sempre foram insuficientes para se cumprir as metas, asfixiaram durante décadas a RFFSA e boa parte dos ferroviários. Apesar disso, o amor de todos os ferroviários e dos fanáticos pelo transporte sobre trilhos pela RFFSA permanece inabalável, mesmo diante de sua extinção em 2007, às vésperas de completar 50 anos de existência.

Caminhando direto ao final do túnel CENTRAL para a Central, constatamos que o vírus da asfixia, instaurado na parte da CENTRAL que foi transferida para o governo do estado, preocupa a todos: ferroviários, passageiros e amantes do transporte sobre trilhos.

Vários projetos foram apresentados pelos técnicos da Central desde a sua criação, porém, mais uma vez, não foram adiante por falta de recursos financeiros, desta feita na esfera estadual. Dentre eles citamos:

PROJETO 1 (Curto-Prazo) – Recuperação dos Ramais de Transporte de Passageiros:

Garantir com relativa segurança, o funcionamento parcial dos Ramais, com a máxima capacidade operacional que pode ser imediatamente disponibilizada, estabelecendo níveis confiáveis de regularidade.

Ramal Ferroviário de Guapimirim

Valor estimado – R$ 1.100.000,00

Ramal Ferroviário de Niterói:

Valor estimado – R$ 600.000,00

Sistema de Bondes de Santa Teresa:

Valor estimado – R$ 650.000,00


Total do projeto 1 = R$ 2.350.000,00

PROJETO 2 (Médio-Prazo) – Aumento da Qualidade dos Ramais de Transporte de Passageiros:

Valor estimado – R$12.686.056,86

Ramais Ferroviários (Niterói):

Valor estimado – R$ 12. 642.825,00

Sistema de Bondes de Santa Teresa:

Valor estimado – R$ 18.706.646,38

Total do projeto 2 = R$ 44.035.528,24

PROJETO 3 (Longo-Prazo) – Modernização dos Ramais de Transporte de Passageiros:

Ramais Ferroviários (Guapimirim):

Valor estimado – R$ 39.420.000,00

Ramais Ferroviários (Niterói)

Valor estimado – R$ 39.220.000,00

Sistema de Bondes de Santa Teresa:

Valor estimado – R$ 23.450.000,00

Total do projeto 3 = R$ 102.090.000,00

PROJETO 4 – Extensão do Sistema Metropolitano de Transporte Ferroviário até o Distrito Industrial de Santa Cruz:

Investimento Estimado Total: R$ 20.500.000,00;

PROJETO 5 – Sistemas Intermunicipais de Transporte sobre Trilhos / Transporte de Passageiros a Pequena e Média Distância e Trens Turísticos:

Reativação do trem de passageiros no trecho Japeri / Barra do Pirai (Barrinha):

Investimento: recuperação da Loco ALCO RS-3 n.º 7108 = R$ 2.500.000,00

(os quatro carros de passageiros necessários já estão recuperados aguardando apenas a locomotiva)

Revitalização da Estrada de Ferro Vale do Paraíba (Japeri a Paraíba do Sul):

Investimento: R$ 20.000.000,00

Reativação da Estrada de Ferro Mauá:

Investimento: R$ 7.000.000,00

Implantação do Trem Turístico do Museu (Barão de Mauá / Museu do Trem de Engenho de Dentro):

Investimento: R$ 500.000,00

Trem Turístico Ecológico (Visconde de Itaborai / Magé / Guapimirim):

Trem Turístico da Costa Verde (Barão de Mauá / Itacuruçá):

Investimento: R$ 3.000.000,00

Trem Turístico da Serra de Petrópolis (Vila Inhomirim / Petrópolis):

Investimento: R$ 5.000.000,00.

Diante da carência de mão de obra qualificada nos diversos setores públicos do Estado do Rio de Janeiro e da falta de atividades para os funcionários da Central gerada pelo governo, uma parte desses funcionários foi cedida a essas áreas necessitadas, onde desenvolvem com eficiência as respectivas jornadas.

Com a posse do novo governo no estado, a febre pelo corte de despesas a qualquer custo impediu que os novos governantes estudassem o assunto de maneira a adequar o aspecto empresarial ao aspecto social, gerando, nas diversas empresas do estado atingidas pelos cortes, o pânico entre os funcionários, o que em nada contribui para a prestação de serviços de qualidade pelas entidades estaduais.

A AENFER, cujos trabalhos em prol da ferrovia e dos ferroviários têm o reconhecimento nos quatro cantos do Brasil, passou a ser procurada diariamente, tanto pelos funcionários que trabalham na ferrovia quanto pelos cedidos, uma vez que os cortes ocorreriam indistintamente. Imediatamente procurou as Secretarias de Transportes e de Planejamento apresentando projetos alternativos e medidas que pudessem conciliar os interesses do estado com os interesses dos ferroviários.

O intenso trabalho desenvolvido pelo grupo criado pela AENFER para estudar o assunto encontrou algumas alternativas para a crise momentânea da Companhia Estadual de Engenharia de Transporte e Logística - Central. Muito em breve estaremos divulgando essas alternativas, mais justas e dignas, que irão aliviar os impactos gerados pelo programa de Governo do Estado do Rio de Janeiro nos ferroviários que trabalham na Central e nos diversos órgãos estaduais.

"O Brasil TREM jeito", graças a Luz Divina que ilumina o final do túnel nos mostrando um novo tempo, e ao esforço dos verdadeiros ferroviários e brasileiros que ainda lutam filosoficamente por um país mais honesto, justo e humano!

Foi realizada no dia 27 de fevereiro no auditório do SESEF, Estação Barão de Mauá, palestra com a Gerência Regional do INSS. O objetivo foi esclarecer aos empregados da Central as concessões de benefícios do INSS, além das formas de aposentadorias. Na oportunidade ficou acertado com a Central, INSS e a Aenfer, criação de um grupo de trabalho para maiores esclarecimentos aos empregados.

Estiveram presentes, os diretores da Aenfer, Pedro Paulo Thobias, José Roberto Pataro e Heloisa Roma.


A Diretoria da Aenfer enviou correspondências para os secretários de Planejamento e Transportes, convidando-os a participarem da palestra.

C.nº 036/2008

Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 2008

Ao

Ilmo. Sr.

Sergio Rui Barbosa

M.D. Secretário de Planejamento do Estado do Rio de Janeiro

Prezado Senhor

Dando continuidade aos entendimentos mantidos com V.Sa. em reunião no dia 30 de janeiro de 2008, em seu gabinete, informamos que será realizada amanhã, 27 de fevereiro, no auditório do SESEF, na Estação Barão de Mauá, às 14 horas, reunião com a Gerência Regional do INSS que prestará esclarecimentos aos empregados da CENTRAL sobre os procedimentos referentes à aposentadoria.

Certos de contar com a sua presença,

Atenciosamente

Wanderley Malta

Presidente em Exercício


C.nº 035/2008

Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 2008

Ao

Ilmo. Sr.

Júlio Lopes

M.D. Secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro

Prezado Senhor

Dando continuidade aos entendimentos mantidos com V.Sa. em reunião no dia 30 de outubro de 2007, em seu gabinete, informamos que será realizada amanhã, 27 de fevereiro, no auditório do SESEF, na Estação Barão de Mauá, às 14 horas, reunião com a Gerência Regional do INSS que prestará esclarecimentos aos empregados da CENTRAL sobre os procedimentos referentes à aposentadoria.

Certos de contar com a sua presença,

Atenciosamente

Wanderley Malta
Presidente em Exercício


 

Bate Papo á

STRESS

Quando uma pessoa vive constantemente estressada, o efeito desse stress no corpo poderá causar sérias doenças. Os médicos dividem o stress em três fases: alarme, resistência e exaustão. A fase de ALARME está presente sempre que um fato inesperado surge, seja uma boa ou má notícia. Nessa fase, o cérebro prepara o corpo para uma reação ao ocorrido. Pode ser vivenciada quando uma pessoa está no ônibus e ele é assaltado, ou quando a pessoa se depara com um trânsito caótico, quando o governo anuncia um pacote econômico, na final do campeonato de futebol, se a direção da empresa comunica que vai enxugar as despesas, ou se avistamos o ser amado. Como o próprio nome diz, a pessoa entra em estado de alerta e se prepara para a defesa. Nesse período são comuns as seguintes reações físicas: suor em excesso, pressão alta temporária, dor de cabeça, palidez, taquicardia, fadiga, insônia, dificuldade respiratória, falta de apetite, aperto das mandíbulas, pressão no peito, leve dor de estômago, etc. Se o fator causador do stress, como, por exemplo, o ladrão, o congestionamento etc, não for interrompido, entra-se na fase de RESISTÊNCIA. Aí, o stress deixa de ser uma reação normal do organismo e passa, segundo os especialistas, a ser considerado uma doença que precisa ser tratada. Na fase de resistência, as reações do corpo ficam mais fortes. Por exemplo: as batidas do coração não voltam ao normal e a pressão arterial não diminui. A hipertensão arterial, tão comum hoje em dia, em quase 100% dos casos é resultado de stress. O corpo desenvolve um sistema para suportar as agressões e passa a funcionar como se estivesse pronto para uma competição esportiva. Nesse estágio, a pessoa costuma se sentir muito bem, como se estivesse em plena forma física e psicológica e fosse um atleta. Só que, infelizmente, isso não é verdade. O organismo está sofrendo um desgaste energético muito grande e não é capaz de suportá-lo por muito tempo. O resultado é que o corpo fica como um carro desregulado que, mesmo em baixa velocidade, se mantém acelerado, consumindo muita gasolina. Um dia pifa. Como sintomas têm: irritabilidade, isolamento social, incapacidade de relaxar e desligar-se, impotência, perda do apetite sexual, gripe constante, alergias, falta de prazer na vida, envelhecimento precoce, cabelos brancos e queda de cabelos. Quando o carro pifa, o corpo entra em EXAUSTÃO, perdendo sua energia. Corre-se o risco do aparecimento de doenças graves ou mesmo de morte repentina. Na exaustão, a pessoa perde também a razão, podendo ficar deprimida. Dentre as doenças mais comuns dessa fase destacam-se: o infarto cardíaco, o derrame cerebral, a hipertensão crônica, gastrite, úlcera, câncer, diverticulite, asma, bronquite, edema pulmonar (no caso dos fumantes) e reumatismo. Temos também, acidentes fatais e fraturas tolas devido à perda de reflexos. Se a pessoa conseguir reavaliar o que estava causando o stress e mudar o modo de encarar os problemas, poderá – como no caso do infarto e da úlcera – se recuperar. Se, por outro lado, o stress continuar, as possibilidades de um novo infarto e até da morte repentina serão grandes. E a úlcera poderá piorar ou até se transformar num câncer.

Antônio Gonçalves – Diretor Dep. Técnico