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JORNAL AENFER N° 116 - Maio/2007 Sumário Ö Palavra da PresidenteÖ Almoço de Confraternização pelos 70 anos
Editora Executiva: Silmara Reis
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EditorialáAções administrativas ou de grupo de extermínio? Ao nomear para responder pela Secretaria de Estado de Transportes o PROFESSOR Júlio Lopes, o governador Sérgio Cabral fez acender a luz de alerta quanto às reais intenções de investir na revitalização dos trechos ferroviários de Saracuruna/Guapimirim, Niterói/Visconde de Itaboraí e no sistema de bondes de Santa Teresa, conforme suas promessas de campanha. Ao permitir que seu novo secretário assumisse, também, a presidência da CENTRAL -Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística, fez acender a luz vermelha, gerando na categoria ferroviária a suspeita de que “nada é tão ruim que não se possa piorar”. Enfrentando nas últimas décadas de forma heróica, situações de extrema penúria desde a estadualização da então STU-RJ (CBTU), quando foi criada a Flumitrens e sobrevivendo ao processo de privatização parcial do sistema e a dois períodos de descaso dos governos do casal Garotinho, o corpo técnico da CENTRAL, juntamente com os demais trabalhadores, especializados ou não, conseguiu manter em funcionamento o que restou da empresa, ou seja, dois trechos em condições de absoluta precariedade, estrategicamente desprezados quando da elaboração do contrato de concessão. Se os serviços prestados não atendiam às condições dignas que a população merece não foi, com absoluta certeza, por culpa dos trabalhadores. Só quem se ombreou com esses técnicos e trabalhadores na árdua luta pela sobrevivência da empresa à espera de dias melhores, fazendo “vaquinhas” para compra de peças para pequenos reparos que mantivessem em funcionamento as locomotivas e vagões disponíveis, garimpando trilhos e acessórios nos desmontes promovidos pelas concessionárias (SuperVia e FCA) enfim, tirando leite de pedra, é capaz de avaliar e compreender o sentimento de menos valia que se abate sobre o corpo técnico da Central. Tal estado de espírito se deve às últimas ações da Diretoria da Central que, declarando como objetivos principais a redução da folha de pagamento e a adequação da empresa às necessidades de gerenciamento dos investimentos previstos para o setor ferroviário, promovem um verdadeiro desmonte na sua estrutura organizacional, com cortes drásticos dos cargos de confiança das áreas de produção e de operação, sem nenhum respeito profissional pelos que, durante anos, ocuparam com absoluta dignidade e dedicação aqueles postos. Há que se compreender e aplaudir ações gerenciais, desde que efetivas, que visem ao saneamento de uma empresa, principalmente em se tratando de uma empresa estatal, mantida com recursos oriundos dos cofres públicos, porém, e acima de tudo, há que se esperar do administrador responsável um mínimo de respeito para com o seu material humano e a necessária coerência em suas ações para que estas não venham a gerar parâmetros impeditivos no funcionamento da empresa. A primeira expectativa deixou de ser atendida na Central por seu secretário-presidente, já que é evidente a total falta de respeito para com os seus profissionais. Devemos, portanto, estar atentos à segunda expectativa, buscando averiguar se efetivamente se reduziu a folha de pagamento; se foi reduzido o quadro dos cargos de confiança; se não houve manipulação dos cargos cortados na área produtiva da empresa para distribuição a apadrinhados políticos e para a prática do nepotismo; se a nova estrutura organizacional é compatível com a atividade fim da empresa. Se assim não for, as ações administrativas impetradas na Central poderão ser comparadas às ações de um grupo de extermínio qualquer.
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Palavra da Presidente á“Lua de São Jorge, serás minha guia do Brasil de Norte a Sul “ Neste momento tão delicado para nós brasileiros e, especialmente, para a Família Ferroviária, é com o coração ferido que escrevo essas palavras para vocês. Não sabia como organizaria toda a grande emoção e revolta que estou sentindo após presenciar as ações danosas que precederam a edição da MP 353/07, com a finalidade de extinguir a Rede Ferroviária Federal S.A.- RFFSA e sua votação ocorrida no dia 29/04/07. Ao ouvir Caetano Veloso cantar a canção Lua de São Jorge, no dia 23/04/07, dia de São Jorge Guerreiro, nos inspiramos para reagir a todas as crueldades a que a classe vem sendo submetida e as injustiças que estamos vivenciando. Amigos, temos que reavaliar nossos últimos momentos (MP 353/07). Após anos de sucessivas frustrações, esperávamos que um governo do Partido dos Trabalhadores viria com um grande propósito de reestruturar o Setor de Transporte Ferroviário Nacional. Lutamos para que pudéssemos conversar e expor os trabalhos técnicos, brilhantemente, elaborados pelos nossos profissionais e defendidos pela AENFER e Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários – FAEF, congregando nossa associação e suas aguerridas filiadas. Desenvolvemos um grande trabalho de apoiamento político com os Deputados, Senadores, Ministros, Secretários, Ministério Público, TCU, CGU, FNE, CREA, CONFEA, CLUBE DE ENGENHARIA, e outros órgãos, expondo os problemas sofridos pelos profissionais e pelo próprio sistema, sem uma política nacional definida. Em todos os momentos pressionávamos os dirigentes para que estes realizassem um grande fórum de discussão com a sociedade, a fim de que todos juntos definíssemos as regras gerais. Nos encontros com nossas entidades ferroviárias, com o CREA, o CONFEA, a FNE, o CLUBE DE ENGENHARIA, a ANEOR e outros eventos dos quais fomos convidados a participar, sempre apresentamos e defendemos nosso ponto de vista técnico e não poderia ser diferente. A AENFER/FAEF ao analisarem a questão do Setor Ferroviário Nacional pesou os prós e contras das alternativas que poderiam ser implantadas: AUTARQUIA, EMPRESA, DNIT, VALEC, INSTITUTO DE PLANEJAMENTO DE TRANSPORTE e, finalmente, a pior opção, a extinção da RFFSA. Infelizmente, a escolha do Governo Federal recaiu na pior alternativa, transformando, em parte, a VALEC no braço de governo do Transporte Ferroviário, porém sem controle do mesmo. Tendo em vista que, em 2005, ao editarem as MPs 245 e 246/05, as quais foram rejeitadas pelo Congresso Nacional, por serem inconstitucionais, em 21/06/05, era inimaginável que no lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, visando atender as necessidades de crescimento do país com medidas que seriam adotadas em várias áreas, a ferrovia seria premiada com uma MP, embutida nesse pacote com inúmeras irregularidades e, principalmente, reeditando uma cópia piorada das MPs 245 e 246/05 já rejeitadas, decretando, de forma irregular, a extinção de uma empresa que, ao longo dos anos, conseguiu, a duras penas, executar seu papel de órgão centralizador, controlador, padronizador e operador do Transporte Ferroviário Brasileiro. Como cidadã brasileira, me sinto ultrajada por rasgarem preceitos jurídicos do direito, ao editarem a referida MP. Quereremos deixar registrado nosso apoio pessoal às teses jurídicas, pontuadas na Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 3871/07, interposta pela CNTTT. Para nós brasileiros é confortante saber que existem entidades que, ainda, defendem os direitos da nação. Aguardamos o pronunciamento do Supremo Tribunal Federal sobre o assunto para podermos acreditar que nosso país possui leis de fato, não só no papel, mas, também, de direito. Aos parlamentares que patrioticamente nos defenderam naquela triste e patética Sessão Plenária da Câmara dos Deputados, ocorrida no dia 29/04/07, quando sepultaram a Rede Ferroviária Federal S.A., nosso eterno reconhecimento e agradecimento. Fazemos questão de nominá-los: Deputados Federais Arnaldo Faria de Sá, Ayrton Xerez, Cezar Schirmer, Chico Alencar, Ivan Valente, João Dado, Júlio Delgado, Marcelo Ortiz, Ônyx Lorenzoni e assessor Gustavo do Partido DEM. Jamais esqueceremos a defesa e a indignação demonstrada por eles com tamanho descaso com o setor ferroviário e desapreço pelos seus trabalhadores. Infelizmente não conseguimos evitar a malvada e suspeita pressão do governo, pela aprovação da MP 353. Transformada no PLV nº 5/2007, foi aprovado com, a toque de caixa, com graves distorções, cujas conseqüências nefastas, ainda estamos tentando minimizar. É bom lembrar dos pontos mais críticos: Bens Operacionais e Não Operacionais. Na forma do PLV haverá enormes prejuízos para o país; A Valec incluída no PND, através do Decreto 473/92, junto com a RFFSA e a AGEF, não serão mais 10 anos que resolverão os 50 anos que durarão as concessões já realizadas; Quanto ao destino dos trabalhadores ferroviários, Quadro de Pessoal em Extinção, ou Especial dá no mesmo, sem garantia de crescimento funcional. Gestão de complementação no MPOG. Não tem sentido centralizar esta gestão em Brasília, ainda mais num Ministério estranho à área de transportes. A maldade perpetrada com os nossos colegas da extinta FEPASA, colocando-os à parte na referência de pessoal, sem a explicitação da sua condição de ferroviários. Não podemos concordar e estamos indignados. Ficam as perguntas: muitos não entrarão, daqui a poucos meses, num rol de ações buscando reconhecimento de direitos? Nossa referência salarial como ficará? A denominação de paridade e, não de complementação, o que nos acarretará no futuro? Enfim, o que nós esperávamos era a implantação de uma Autarquia ou, pelo menos, do Projeto de criação da FEBRASA, abrangendo o país de Norte a Sul e de Leste a Oeste, com um grande projeto de reestruturação ferroviária e não a insidiosa MP 353/07 e o PLC 05/07. Esperamos justiça do STF e coragem de nossos aguerridos Senadores para consertar as incorreções, enganos e desvios de regras cometidos pelo Governo e pela Câmara dos Deputados, a fim de permitir que o país cresça, se desenvolvendo, criando empregos, não desmontando, porém reestruturando organizações detentoras de conhecimento técnico, logística de âmbito nacional e força, ainda laborativa no intuito de ajudarmos ao Brasil a interligar suas comunidades através dos trilhos, movimentar suas riquezas e mercadorias a menor custo, e dando uma solução definitiva para o setor ferroviário. Com a lança de São Jorge Guerreiro, as bênçãos do Cristo Redentor e com a luz do Divino Espírito Santo, o Brasil Trem Jeito. Clarice Soraggi
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Primeira Página á353 “ A Velha Senhora” – extinção da RFFSACom a traiçoeira edição da Medida Provisória 353/07, em 22/01/07, a Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários - FAEF e suas filiadas, dentre elas a AENFER, iniciaram, de imediato, um árduo trabalho de esclarecimento e convencimento dos Deputados Federais, Senadores e Ministros a cerca dos malefícios e conseqüências da aplicação de dispositivos contidos na citada MP.Depois de detida análise, efetuada por todas as Associações co-irmãs, foram elaboradas sugestões de emendas a serem apresentadas pelos Deputados e Senadores que apoiassem a causa dos ferroviários. O resultado desse trabalho foi que a MP 353/07 recebeu a maior quantidade de emendas dentre as outras medidas que constituíram o PAC (232 emendas, sendo que 190 delas foram de autoria de Deputados e Senadores contactados pela FAEF). São eles: Carlos Santana, Edmilson Valentim, Edinho Bez, Paulo Rocha, Marcelo Ortiz, Manoela D'ávila, Mauro Benevides, Arnaldo Faria de Sá, Andreia Zito, Gorete Pereira, Otávio Leite, Jaime Martins, Ivan Valente, Francisco Rossi, Antônio Carlos Magalhães Neto, Regis de Oliveira, Reginaldo Lopes, Luiz Carlos Hauly, Júlio Delgado, Paulo Rubem Santiago, José Rocha, Renato Molling, Pepe Vargas, Arnaldo Jardim, Francisco Dornelles, Leandro Sampaio, Eduardo Valverde, Paulo Paim, João Dado, Gonzaga Patriota, Walter Pinheiro, Darcísio Perondi, Beto Albuquerque, Jô Morais, Carlos Eduardo Cadoca, Arthur Virgílio, Flexa Ribeiro, José Linhares, Moreira Mendes, Jair Bolsonaro, Ademir Camilo, Paulinho da Força, Vicentinho, Gervazio Silva. Além das emendas foram redigidas e encaminhadas correspondências aos 513 Deputados e 81 Senadores, contendo uma Pauta Mínima com os pontos considerados imprescindíveis ao atendimento dos interesses do país e dos ferroviários, bem como, o resultado da análise detalhada dos impactos de cada artigo da Medida Provisória acompanhada da respectiva emenda que, realmente corrigia as distorções que, fatalmente, serão causada se for mantida por eles. A Pauta Mínima defendida pela FAEF foi:
Para desenvolver seu trabalho, a FAEF estruturou um plano de ação compreendendo; programa de visita a cada um dos Parlamentares e das Lideranças de todos os Partidos; desencadeamento de corrente, em âmbito nacional, de e-mails, fax, telegramas, cartas, telefonemas, audiências, entrevistas a órgãos de comunicação, etc., visando demonstrar, de modo firme e contundente, as necessidades de adequação daqueles artigos considerados distorcidos, não somente do ponto de vista técnico e ferroviário, mas também humano. Desde a edição da Medida até a sua votação conseguiu-se manter contato com a quase totalidade dos Parlamentares, ora em Brasília, ora em suas bases eleitorais. Paralelamente, a FAEF solicitou audiência ao Ministério Público Federal e aos Ministros de Estado dos Transportes, Planejamento e Casa Civil, nos quais, excetuando-se esta última, a Diretoria da Federação foi recebida pelos demais, tendo a oportunidade de expor os pontos considerados críticos e que não atendiam as necessidades, tanto dos ferroviários, como do Setor de Transporte Ferroviário Nacional. Tão logo foi designado o relator da Medida, o Deputado Jaime Martins, foram mantidas reuniões de trabalho com o mesmo e com seu Assessor Legislativo, Dr. Leonardo, com a finalidade de além de colocar à disposição a nossa entidade, para quaisquer esclarecimentos com relação aos detalhes técnicos, também discutir a Pauta Mínima defendida. Naquela oportunidade foi dito pelo referido relator que, somente, a Casa Civil poderia autorizar modificações na referida MP, numa inaceitável submissão do Executivo, a quem caberia, por dever de ofício, a propositura das leis e a correção de distorções de Medidas Provisórias de iniciativa do Governo. A FAEF discordou desse posicionamento e insistiu na discussão dos pontos da Pauta Mínima afirmando que, o relator tem poderes legais e Regimentais para efetivar as mudanças consideradas pertinentes. Tendo em vista a informação de que a VALEC não poderia ser retirada do PND, através de emendas à referida MP; que o Quadro de Pessoal em Extinção não se constituía em nenhum problema para a categoria, que a gestão da complementação de aposentadoria poderia ser executada no Ministério do Planejamento, onde seria montada uma estrutura específica para esta finalidade, ao invés de ser efetuada no Ministério dos Transportes, ao qual a RFFSA sempre foi subordinada, em virtude das atividades desenvolvidas pela empresa; que não havia a mínima preocupação quanto ao patrimônio público de mais de R$ 20 bilhões, esquartejados em conseqüência dos dispositivos contidos na referida MP e, ainda que ninguém reconhecia nenhum problema nas interfaces que, sem sombra de dúvida, iriam ocorrer entre os aquinhoados com os bens operacionais, não operacionais, históricos, móveis e os de pequeno valor, a Federação resolveu trabalhar no viés político, já que o técnico, infelizmente, não sensibilizou as autoridades contactadas. No decorrer do processo, o Relator convocou Audiência Pública, na qual a FAEF foi representada pela AEFEASP , sendo esta a única entidade, dentre aquelas presentes, que defendeu as questões imprescindíveis à garantia dos direitos dos ferroviários. Daí para frente, as associações filiadas participaram de inúmeras reuniões, seja com o Poder Executivo, seja com o Legislativo, ou o Judiciário e com diversas Entidades da Sociedade Civil Organizada, bem como, com órgãos de comunicação. Na ocasião da votação, a maioria das Lideranças Partidárias assumiu os posicionamentos da FAEF, prometendo apoio na votação do relatório e dos destaques relativos às emendas apresentadas no plenário. Diversos Parlamentares de vários Partidos, também. Qual não foi a surpresa geral, quando aconteceram diversas irregularidades no processo de votação e muitos Deputados e até alguns Líderes foram capturados pela ação do Governo Federal, deixando por isso de apoiar os pleitos efetuados, votando a favor da aprovação do PLV 05/07. No entanto, a categoria ferroviária contou com uma pequena, mas vigorosa plêiade de valorosos Deputados que defenderam de forma contundente e firme seus pontos de vista, honrando seus compromissos com a classe, especialmente, tendo em mente o bem do país. Foram eles, os seguintes: ARNALDO FARIA DE SÁ, AYRTON XEREZ, CEZAR SCHIRMER, CHICO ALENCAR, IVAN VALENTE, JOÃO DADO, JÚLIO DELGADO, MARCELO ORTIZ E ÔNIX LORENZONNI. Com a votação do PLV 05/2007, no dia 29/04/2007, conseguiu-se, a duras penas, melhorar os seguintes pontos, os quais não podem ser considerados benesses do Governo e, sim, algumas conquistas e direitos de uma categoria, a saber:
Encerrada a tramitação da MP 353 na Câmara, a luta transferiu-se para o Senado e os representantes da FAEF continuaram a visitar os 81 Senadores e Líderes, reforçando a necessidade de alterações dos pontos de vital importância para a categoria. Os contatos foram feitos, tanto no Senado, como também nas bases das associações filiadas e, também, através de campanhas de e-mails e correspondências a nível nacional, solicitando as modificações de alguns pontos da PAUTA MÍNIMA, a saber: 1 – Retirada da VALEC do Plano Nacional de Desestatização – PND; 2 – Transferência do Pessoal Ativo da RFFSA para um QUADRO DE PESSOAL AGREGADO, bem como, assegurar a condição de ferroviários para todos os empregados ativos, inclusive os oriundos da antiga FEPASA, incorporados pela RFFSA , conforme disposto nas Leis número 8.186 / 1991 e 10.478 / 2002; 3 – Gestão da Complementação de Aposentadorias no Ministério dos Transportes; 4 – Gestão dos Contratos de Arrendamento pelo DNIT; A Casa Civil, a pedido do Senador Eduardo Suplicy recebeu os representantes da FAEF, porém, lamentavelmente, os técnicos ali presentes não conseguiram vislumbrar as conseqüências da necessidade das alterações solicitadas e, imprudentemente, sugeriram que não se colocasse nenhum obstáculo à aprovação do PLV em sua forma original, sem nenhuma modificação, prometendo que, no futuro, o Governo faria as alterações solicitadas. Em face da firme defesa dos pontos de vista da Federação, foi solicitada à sua presidente, a engenheira Clarice Soraggi, uma correspondência oficial, com o posicionamento da entidade o que foi, prontamente atendido, tendo sido protocolada logo no dia seguinte correspondências a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ministro da Fazenda, Guido Mantega e ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (veja a reprodução). Neste momento, quando, ainda não havia sido designado, no Senado, o revisor, buscou-se identificar o partido a que o mesmo estaria ligado, tendo em vista o temor de se repetir o atropelamento havido na Câmara. O Senador José Sarney foi indicado, mas acabou declinando da indicação. A FAEF teve a informação de que o Senador pelo Rio de Janeiro, Francisco Dornelles poderia ser o revisor. Após uma audiência com o mesmo, foi informado pelo próprio, que o Senador Marcelo Crivella, teria sido, finalmente designado para a árdua tarefa de consertar as injustiças ocorridas no referido PLV. A partir de então, entraram em cena as participações importantíssimas dos senadores suprapartidários que sempre defenderam as causas de interesse da ferrovia: Arthur Virgílio; Jefferson Perez; Jose Agripino Maia, Osmar Dias; Papaleo Paes; Flavio Arns, Paulo Paim, Garibaldi Alves, Lúcia Vânia, Flexa Ribeiro, Cristóvam Buarque, Inácio Arruda, Renato Casagrande e outros que em nome da classe agradecemos a imprescindível ajuda. Foi realizada reunião com os senadores Flavio Arns e Marcelo Crivella com o intuito de ser revisada a Pauta Mínima da FAEF, quando ficou claro que haveria apenas a possibilidade de tentativa de alteração somente do item relativo ao Quadro de Pessoal. Foram chamados a pedido do Senador revisor os Assessores Legislativos do Senado, de forma que, uma vez conhecedores das teses da FAEF, efetuassem um trabalho técnico defendendo a necessidade de alterações (Pauta Mínima FAEF). De repente, a submissão ao Executivo se configurou, novamente e os assessores parlamentares, após reunião com a Casa Civil, reescreveram o relatório que corrigiam as injustiças da MP, substituindo-o por outro, baseado em equívocos vergonhosos, os quais há muito vem sendo utilizados para justificar as atrocidades que tem sido praticadas contra a RFFSA e os ferroviários. Este último relatório foi rebatido, prontamente pela FAEF, em reunião ocorrida no Gabinete do senador revisor, com a presença de representantes do Ministério do Planejamento e da Casa Civil os quais se retiraram por falta de argumentos consistentes. A FAEF desejava que se fizesse justiça com os Ferroviários e que fossem alterados os pontos da Pauta relativos à pessoal, promessa feita em Plenário pelo líder do Governo, senador Romero Jucá, durante a 71 a Sessão do último dia 16 maio. A desculpa de que numa possível volta a Câmara dos Deputados acarretaria a perda de prazo da MP era mais uma deslavada mentira, pois, em 15 dias poderia ser votada, em regime de urgência, pois, só para relembrar que, no fatídico dia 29/04/07, a MP 353/07 estava posicionada no 18º item da pauta e, no entanto, foi antecipada e votada. Por conseguinte, por que não poderiam fazer a mesma coisa? O PLV 05/2007 estava no terceiro item da Pauta do Senado no dia 15/05/07 e acabou sendo votado no último dia 16/05/07. Nesta triste Sessão, onde decretava-se o término do segundo patrimônio do País e o destino de cerca de 90 mil famílias, esperava-se do Governo dos Trabalhadores, maior sensibilidade de se fazer justiça. Infelizmente o que foi assistido foi um Governo insensível com o seu patrimônio e o seu maior bem, que são os ferroviários, pessoas que sempre lutaram e contribuíram pela construção do Brasil. Mas, felizmente, ainda existem brasileiros que honram sua condição de cidadãos e seus mandatos de senadores que lutaram em defesa da categoria até o final da votação, conseguindo-se o resultado de 26 votos contra os 34 do Governo. Este placar de uma diferença apenas de oito votos, representa a força da FAEF com suas filiadas que ao longo desses anos defendeu e defenderá sempre seus ideais e a categoria ferroviária que muito orgulha em representar. A FAEF agradece aos senadores, que brilhantemente defenderam na tribuna, a ferrovia brasileira e os ferroviários na triste sessão histórica, do dia 16/05/07 que decretou a extinção da RFFSA. A categoria sensibilizada agradece aos senadores: Adelmir Santana, Arthur Virgílio, Cícero Lucena, Cristóvam Buarque, Efraim Morais, Eliseu Resende, Geraldo Mesquita Junior, Jayme Campos, Joaquim Roriz, Jonas Pinheiro, José Nery, José Agripino, Heráclito Fortes, Lúcia Vânia, Flávio Arns, Osmar Dias, Jefferson Peres, Flexa Ribeiro, José Nely, Marisa Serrano, Mário Couto, Marco Maciel, Marconi Perillo, Papaleo Paes, Paulo Paim, Pedro Simon, Romeu Tuma, Rosalba Ciarline, Tasso Sereissati, Wilson Matos. A luta dos ferroviários será incessante, como vem sendo até agora, mas se todos continuarem unidos e firmes, os objetivos poderão ser alcançados. A categoria nunca conseguiu nada de forma fácil sempre foi com muita luta que alcançamos nossos direitos. Os ferroviários não se consideram vencidos em seus ideais. Dando continuidade as defesas, a CNTTT, no dia 18/05/07 às 13:38h, ingressou com aditamento n o 73476/07 à Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI, n o . 3871/07 de 13 de março de 2007. Os ferroviários clamam por justiça! |
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Memória Ferroviária áESTRADA DE FERRO TERESÓPOLIS A “Companhia Estrada de Ferro Therezópolis” foi fundada na cidade do Rio de Janeiro em 05 de julho de 1890, em contrato celebrado entre o Barão de Mesquita e o Comendador Domingos Moitinho. Nesse contrato a capital do Estado seria Teresópolis e o prazo de duração da sociedade seria de 70 anos a contar de sua assinatura. Iniciado os trabalhos, a Companhia adquiriu os terrenos que constituem a atual cidade de Teresópolis, dotando-a de todos os requisitos necessários e o Estado ficou com a obrigação de transferir sua capital para aquela localidade. O primeiro projeto deveria alcançar o percurso Niterói - Serra do Capim, passando por Teresópolis. Com o andamento das obras constatou-se a impossibilidade de tal empreendimento ir adiante e o projeto foi alterado. No segundo projeto, a via férrea partiria do Porto de Piedade, em Magé, em simples aderência, com locomotivas de plano até a localidade da Raiz da Serra, atual Guapimirim, daí em rampa forte com locomotivas cremalheiras. Entre o Porto de Piedade e a cidade do Rio de Janeiro o meio de transporte seria a navegação. A empresa ferroviária nada conseguira e as obras pararam, considerando que o Estado não cumprira com sua parte que lhe cabia no acordo. A empresa ficou com enormes áreas de terras sem poder dar-lhes destino e sem recursos para reiniciar as obras necessárias. A Companhia estava falida. Em 18 de setembro de 1895, o engenheiro José Augusto Vieira deu início as obras de construção da ferrovia, que teve inaugurado seu primeiro trecho de 22.340m entre Porto de Piedade a Raiz da Serra, em 1 de novembro de 1896. Só 13 anos depois, em 1908, no dia 19 de setembro, chegavam ao Alto de Teresópolis, procedente da Raiz da Serra, os trilhos da tão esperada estrada de ferro, motivando com isso grande surto de progresso e desenvolvimento para a região. No trecho de 9.300m, de Raiz da Serra ao Soberbo, foi utilizado o sistema de cremalheira, onde a maior declividade era de 15%. A Várzea só receberia o trem no ano de 1921, provisoriamente na Estação da Fazendinha (onde hoje se encontra instalada a SUDAMTEX), e oito após, em 1929, na Estação da Várzea (no local do atual Colégio Estadual Edmundo Bittencourt). Estavam concluídos os 7.330m restantes da ferrovia. Assim realizou-se o grande sonho dos teresopolitanos daquela época. Tomar a barca na Estação da Empresa na Praça 15 de Novembro, no Rio, para Piedade, onde o trem já os esperava. Daí até a Raiz da Serra com a locomotiva de plano, e da Raiz da Serra ao Soberbo, com as locomotivas de cremalheira. Nova troca de locomotivas que transportavam os passageiros até a Estação da Várzea. Encampada pelo Governo Federal em outubro de 1919, foi incorporada a Estrada de Ferro Central do Brasil em janeiro de 1932. No dia 9 de março de 1957 o último trem cortou a cidade. Foi quase meio século de serviços prestados ao desenvolvimento do Município e à sua comunidade. Os trilhos da estrada começaram a ser retirados, na cidade e em todo o seu percurso da serra, em junho de 1957, e a Estação da Várzea seria demolida em 1967, para, em seu lugar, serem construídos o Colégio Estadual Edmundo Bittencourt e o Fórum. CURIOSIDADEPor ocasião da visita de estudo que os médicos da missão Rockfeller fizeram, no início do século passado, ao trecho da Estrada de Ferro Teresópolis, na localidade de Guapimirim, ao examinarem as águas dos rios Soberbo, Inconha, Bananal e Socavão, declararam que eram as águas mais puras que encontraram no Brasil. Essas águas que fazem parte do sistema Guapi-Surui, estudado pela Repartição de Águas, era para abastecimento da então Capital Federal - RJ . |
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A Diretoria da AENFER convida para o almoço de confraternização pela passagem dos 70 anos da Associação. áDia : 20 de junho de 2007(quarta-feira) Adesão : R$ 49,00 (quarenta e nove reais), incluídos buffet, sobremesas, água, refrigerante, sucos naturais, cocktail de frutas e chopp. Outras bebidas alcoólicas serão pagas, individualmente. Hora : 12:30h Local : Clube Ginástico Português - Restaurante Da Silva Av. Graça Aranha, 187/ 4 o andar, Centro- Rio de Janeiro – RJ Traje : Esporte fino Vendas de convites: Sede da AENFER com Carminda ou Carlos Formas de pagamento: À vista até 11/06/07 (segunda-feira) ou, em 2 parcelas com pagamento através de dois cheques datados, o primeiro até 15/05/07 e, o segundo, até 11/06/07, nos respectivos valores de R$ 25,00 e R$ 24,00. Atenção: Por questões contratuais não será possível a venda de convites no local. Sua presença é muito importante para nós. Venha comemorar conosco! E tambémAlmoço em Juiz de Fora – MG Dia: 21 de junho Local: a ser confirmado Almoço em Belo Horizonte Onde? Sede da AENCO, Rua: Itajubá, 285 – Floresta Quando: 22 de junho Responsável: Eng. Sérgio Messeder
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Bate Papo á A Direção do “Jornal da AENFER” pediu-me que fizesse um artigo para esta edição e minha primeira idéia foi escrever sobre Galileu Galilei e seu livro "Diálogo" onde, através da conversa de três personagens, Galileu defendeu e aprofundou a tese de Nicolau Copérnico de que a Terra girava em torno do Sol e que não era, portanto, nem fixa nem o centro do universo. Faria uma comparação das imensas pressões sofridas por ele até ser obrigado a negar suas convicções e dizer, no momento em que assinava sua retratação, a famosa frase: "mas que ela se move, se move", com as imensas pressões que a AENFER e a FAEF sofreram o longo desses anos, defendendo a ferrovia brasileira e apresentando trabalhos, onde eram apontados caminhos possíveis para o progresso desse modal de transporte, e que foram "por decreto”, isto é, medida provisória, desconsiderados, fazendo-as mudar o foco de uma ampla luta para restringirem-se à sobrevivência dos ferroviários (nós), o que não nos impede de continuar a dizer "mas que a ferrovia é fundamental, é!”. Seria essa a estrutura do artigo, mas "me rendi" a outros fatos; estamos em guerra no Rio de Janeiro! Todos os dias na Baixada, no Catumbi e nos morros cariocas há uma chacina como a do Texas. Aqui morrem estudantes, professores, trabalhadores, deserdados, policiais e traficantes. Uma viagem ao Iraque, se as coisas continuarem do jeito que estão, passará a ser considerada como uma fuga do stress do Rio de Janeiro. Assim, escondido numa parte segura do meu apartamento, comecei a pensar no que dizer e como dizer do tanto que está preso na garganta, do tanto que se perdeu no rastro de sangue do menino João. Foi quando me deparei com a reprodução do quadro ‘Guernica”, do mestre Picasso (e, como dizem os chineses, "uma imagem vale mais que mil palavras."), é a mais perfeita tradução dos dias de hoje. Quadro “Guernica” de Pablo Picasso
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Convênios á A AENFER informa que firmou mais convênios: O primeiro, com o curso de idiomas Yazigi em todas as unidades do Rio de Janeiro, oferecendo 15% de desconto nas mensalidades, com pagamento até o dia 10 de cada mês. Interessados em fazer o curso podem ligar diretamente para qualquer unidade. E o segundo, com a SOS Computadores em todas as unidades do Rio com desconto de 10%. Válido para toda a rede. E também com a Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá. Para cursos de graduação tradicional, graduação profissional e cursos de pós-graduação “Lato Sensu”. Lembramos que os nossos convênios atuais são: Curso de idiomas CCAA; Planos de saúde Amil , Assim e Unimed; Planos Odontológico e Interodonto; Plano de seguros Universidade Veiga de Almeida - para os cursos de graduação os descontos variam de 15% a 25%, pós-graduação 10% e cursos de centros de idioma CLC, 15% Ótica Nissi Em breve a Diretoria da AENFER divulgará outros convênios que estão sendo firmados. Podemos adiantar que estamos firmando convênio com a Universidade Estácio A AENFER E AMIL UNIRAM-SE PARA OFERECER A VOCÊ UMA OPORTUNIDADE IMPAR Aproveite as condições que a AENFER e a AMIL estão lhe oferecendo, e passe a contar com o melhor plano de saúde do país. Nos meses de maio e junho de 2007 a AENFER e a AMIL estarão oferecendo a você, que ainda não aderiu ao plano de assistência médica da AMIL ou queira incluir novos dependentes, a chance de fazer essa opção. Fazendo a sua adesão durante estes meses, você terá isenção total de carência para utilização de consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e atendimento de urgência. PARA AS DEMAIS SITUAÇÕES, HAVERÁ CARÊNCIA DE APENAS DE DEZ MESES PARA PARTO E SEIS MESES PARA DOENÇAS PREEXISTENTES Quem poderá aderir?Todos os associados e seus dependentes diretos: cônjuge ou companheiro (a), com relação estável comprovada por documentos pertinentes , filhos (as) solteiros (as) menores de 25 anos, menores sob guarda judicial, enteados e tutelados. ATENÇÃO: Os portadores de doenças pré-existentes contarão com uma Rede Exclusiva de Atendimento (consulte o orientador médico do seu plano). Documentação necessáriaTitular: comprovante de vínculo a AENFER; Dependente: Cópia da certidão de casamento e/ou de nascimento. No caso de companheira (o), declaração registrada em cartório. Todas as inclusões deverão vir acompanhadas de declaração de saúde (disponível na AENFER). ADITIVO AMIL RESGATE SAÚDEO beneficiário AMIL tem direito a usufruir o melhor serviço de resgate aero terrestre da América Latina, com profissionais altamente qualificados, que usam os protocolos internacionais mais modernos em emergência. Informações sobre a rede credenciada AMIL Assistência Médica Ltda, na sua cidade, também poderão ser obtidas pelo site www.amil.com.br Unimed oferece oportunidade de ingressos aos associados da AENFER nos períodos de maio e junho de 2007 com as seguintes vantagens: Carência: aplicação de 180 dias para cirurgias eletivas e 300 dias para parto Idade máxima: 56 anos Condições adicionais: entre a faixa etária de 40 a 56 anos, além do cumprimento parcial das carências mencionadas, os clientes deverão possuir plano anterior similar. Entendemos por similar as operadoras Amil , Golden Cross e Unimed e as seguradoras SulAmérica e Bradesco . Beneficiários abaixo de 30 anos disporão da mesma redução parcial de carências, porém sem a necessidade de comprovar plano anterior. Qualquer diferença de rede incidirá a carência contratual.
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Diretoria em Foco á Grupo de Trabalho divulga os nomes das personalidades que serão homenageadas com a Condecoração Paulo de Frontin 2007 . O Grupo de Trabalho da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin deste ano, presidido pelo engenheiro Rubem Eduardo Ladeira e que teve como membros os engenheiros Álvaro de Frontin Werneck, Américo Maia Vasconcelos Neto, Francisco José Bonfim Loureiro, Francisco José Azevedo Bottino, Jorge Ribeiro, José Antôni Domingues, Maurício Fernandes Gomes de Souza e Sergio Murilo Ramos de Paiva, definiu em reunião realizada no dia 12 de abril, os nomes das personalidades que serão agraciadas com a Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin. Foram encaminhadas ao G.T. 18 propostas dos sócios efetivos da AENFER. Após a análise dos currículos, conforme preconiza o regulamento, os eleitos foram: LUIZ LOURENÇO DE OLIVEIRA, NELSON MÁRIO JOSÉ ASSAD, PEDRO DE OLIVEIRA e SÉRGIO SILVEIRA LUCAS (in memorian). A entrega da Condecoração está marcada para o dia 19 de junho na sede da AENFER.
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