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JORNAL AENFER

N° 114 - Janeiro/2007


Sumário

Ö Editorial

Ö Memória Ferroviária: Trem Barrinha

Ö Palavra da Presidente

Ö Prata da Casa: Previsão de Demanda de Transporte Ferroviário Turístico Estudo de Caso: Estrada de Ferro Corcovado – Parte 2

Ö Primeira Página

Ö Balanço Projeto Cultural

Ö Central Realiza passeio de trem ecológico

Editora Executiva: Silmara Reis


 

 

 


Editorialá
RECOMECE SEMPRE…

Mais um ano que se finda, todavia na AENFER tudo é recomeço. Não há espaço para desânimo. E assim surgiram, além das batalhas de sempre em prol da ferrovia e dos ferroviários, novos projetos.

Um dos mais bem sucedidos foi o Projeto Cultural AENFER, visando o resgate e a preservação da memória ferroviária brasileira.

Realizamos algumas etapas como a criação do Centro de Documentação Engenheira Clarice Soraggi, inauguração da Galeria dos ex-presidentes da EFCB, implementação do módulo denominado História Oral, no qual já colhemos depoimentos da vida de dois ilustres ferroviários e lançamento do Projeto Recolha, através do qual, obtivemos doações de documentos, livros, fotos e materiais para formar um grande acervo.

Conseguimos, finalmente, após anos de luta de várias Diretorias, o tombamento do Prédio de D. Pedro II pelo IPHAN.

Um passo mais ousado, em função da necessidade de expansão do quadro associativo e adequação ao novo cenário ferroviário brasileiro, promovemos a mudança do Estatuto da Associação, buscando com a abertura de novas categorias de sócios e com o aumento do número de diretores conseguir torná-la uma representação mais ampla das diversas classes ferroviárias e administrá-la com mais eficácia para melhor satisfazer as expectativas de nossos associados. Lançamos, ainda, novos produtos e serviços, nas áreas da saúde, jurídica, empréstimos e, dentro em breve , seguros.

Esperamos, com isso, o seu fortalecimento, na esperança de um novo porvir radioso para todos.

Estamos acompanhando de perto as mudanças institucionais previstas para a Central Logística, para a CBTU e, também, para a nossa empresa mater, a RFFSA.

Uma novidade é o acompanhamento da implementação da linha 3 do Metrô ligando o Rio a São Gonçalo com extensão a Itaboraí, a ser coordenada pela Central.

Na questão financeira que afeta diretamente a vida de nossas famílias, a AENFER se fez representar, através da FAEF que em parceria com a nossa representação oficial, a FNTF, acompanhou o andamento dos Dissídios Coletivos e Acordos Coletivos de Trabalho que culminaram, neste final de ano, com o pagamento dos percentuais de 7,5%, 7% e 3% relativos as datas-bases de maio de 2004, 2005 e 2006 e, ainda, o recebimento da segunda parcela dos atrasados relativos ao Dissídio de 2003. Graças a atuação da AENFER, o pessoal da Central, dentro em breve poderá tomar empréstimos com a REFER.

No Ano Novo precisamos acompanhar de perto os desdobramentos do Projeto de Lei de criação da FEBRASA que tem como objetivo resolver a questão do Setor Ferroviário Brasileiro e das empresas governamentais remanescentes, projeto esse que já faz parte do novo Plano do Governo Federal.

Depois disso tudo, ufa! precisamos descansar. Neste período natalino, após muitos embates, trabalho e preocupações, desejamos a todos muitas alegrias e festejos, mas, principalmente, saúde, paz, descanso e amor. O descanso restitui as forças. Recomece! Anime-se! 2007 está chegando com muitas surpresas para nós. Esperamos que sejam ótimas.

No entanto, estamos de olhos bem abertos e, se preciso for, faremos tudo novamente. ASSIM É A VIDA!


 

 
Memória Ferroviária á
Trem Barrinha

No último jornal da Aenfer, nº 113, mostramos uma matéria sobre a recuperação do trem Barrinha que liga as cidades de Japeri e Barra do Piraí. Recuperado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e pronto para transportar passageiros, agora aguarda a autorização para circular, da Agência Nacional de Transportes Terrestres, ANTT.

Pesquisando sobre estações de trens do Rio de Janeiro, encontramos na página elaborada por Ralph M. Giesbrecht , o site www.estacoesferroviarias.com.br/trens_rj , a história do trem Barrinha e fotos interessantes. Veja a seguir:

Trem de passageiros que percorria o trecho entre a estação de Japeri, no pé da serra de Araras e de Barra do Piraí, no seu topo e parava na maioria das antigas estações do trecho.

Resquício dos antigos trens de passageiros que percorriam a linha do Centro em sua totalidade, apareceu em meados dos anos 1970, sendo suprimido devido a um acidente trágico na manhã de 18 de setembro de 1996, quando a composição, com 90 passageiros, foi pega por um cargueiro que desceu a serra desgovernado, a 700 metros da estação de Japeri. O Barrinha ainda voltou a andar em 2002, por uma vez somente, numa viagem experimental.

Os trens Barrinha, com seu nome certamente derivando do nome de Barra do Piraí, começaram a aparecer como trens que corriam somente no percurso Barra do Piraí – Japeri, na primeira metade dos anos 1970. Antes, as composições partiam de outros pontos, antes de Barra e depois de Japeri, de forma que o percurso era maior.

O Barrinha foi extinto sob protestos em 1996, ainda com muitos usuários. As cidades e vilas que existem no seu percurso da serra dependiam demais dele, tanto para transporte de gente como de mercadorias. Um acidente nesse ano (1996) com um trem cargueiro e muitas mortes foi a desculpa ideal para a desativação do trem, aliado à prevista privatização da linha, na época .


foto do Barrinha em Japeri, foto da revista Veja, 1996

Foto próximo ao túnel 12, de Eduardo Coelho

Foto do Barrinha em Palmeira da Serra, de José Emilio Buzelin

 




Clarice Soraggi
Presidente

Palavra da Presidente á
Ferroviários

A vida é feita de caminhos. Caminhos que levam e trazem: sonhos; alegrias; tristezas; amores e esperanças.

De qualquer forma nada vem ou vai sem ter um caminho.

O caminho é parte integrante de nossas vidas.

Nossos primeiros passos foram treinados e aperfeiçoados para conquistar caminhos.

Alguns fazem bom proveito do caminho, outros se perdem pelo caminho.

Uns tiveram tudo para caminhar e outros, muitas dificuldades para chegar.

Um dia deixaremos de ser parte do caminho e chegaremos ao ponto final.

Tenho a certeza que fomos feitos para abrir caminhos, romper barreiras, ultrapassar limites e vencer todos os obstáculos da vida.

Não podemos nos perder no deserto das incertezas e nem ficarmos à beira do caminho, condenados a um fim sem propósito.

O ano de 2006 chegou ao fim e como sempre, nesta época, nossos corações se enchem de esperanças para o novo ano que se anuncia.

No próximo ano o Universo irá conspirar a nosso favor e teremos que edificar, construir, estruturar juntamente com o Cósmico esta grande obra e realizarmos todos os nossos sonhos.

Temos a certeza que em 2007, dentro dos nossos limites, continuaremos a nossa luta para mudar o atual cenário desolador em que nos encontramos, ajudando o Governo a reestruturar o Setor de Transporte Ferroviário.

O Ministério dos Transportes pretende, nos próximos dias, encaminhar à Casa Civil o Projeto de Lei de criação da FEBRASA e esperamos que esta iniciativa transforme definitivamente o setor e traga melhorias significativas para os ferroviários, para as ferrovias e conseqüentemente para o país.

No ano que vem, teremos que desenvolver um árduo trabalho na busca da reestruturação dos Transportes, do Setor Ferroviário, do cumprimento de decisões judiciais referentes aos nossos Dissídios Coletivos, para que possamos vislumbrar uma perspectiva de um futuro mais radioso para a nossa categoria.

Amigos, temos que ter ESPERANÇA e batalharmos mais do que nunca para que nossos direitos sejam reconhecidos e preservados, uma das razões para mantermos nossa Associação, cada vez mais mais fortalecida e próspera.

Agradeço o apoio e o carinho que vocês sempre tiveram comigo e com nossas causas e desejo a todos um FELIZ NATAL e um ANO NOVO repleto de realizações e conquistas para que possamos nele brindar a criação da FEBRASA que nós queremos.

FELIZ 2007 PARA TODOS!

CLARICE MARIA DE AQUINO SORAGGI
PRESIDENTE DA AENFER




Prata da Casa á

Previsão de Demanda de Transporte Ferroviário Turístico Estudo de Caso: Estrada de Ferro Corcovado – Parte 2

4. ESPECIFICAÇÃO DO MODELO

  • Escolha das Variáveis e Formulação das Hipóteses

A variável dependente é o número de passageiros mensais transportados (PAX) , no modal ferroviário turístico. Para a quantificação desta variável levou-se em consideração que a estação de embarque do início do passeio turístico era a mesma do desembarque no final da viagem. Quanto às variáveis independentes foram incluídas as seguintes:

TOH : Taxa de Ocupação Hoteleira - Esta variável representa a estatística sobre a ocupação nas unidades habitacionais dos hotéis. A taxa de utilização dessa capacidade instalada introduz no modelo os efeitos cíclicos mensais das demandas turísticas. Uma eventual retração desta demanda diminuiria o volume de turistas na estrada de ferro do Corcovado. Portanto, a elasticidade da demanda do Corcovado em relação à variável taxa de ocupação hoteleira deve ser positiva, ou seja d PAX/ d TOH = b1 > o.

A base de dados foi obtida junto à Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro – ABIH –RJ.

ECO : Energia no Comércio - O consumo de energia elétrica no comércio sinaliza o grau de desenvolvimento da região, isto é, tamanho do mercado produtivo onde está inserida a ferrovia. Locais mais desenvolvidos, em termos comerciais, oferecem maiores oportunidades aos turistas, representadas por shoppings, serviços de apoio, como restaurantes e atrativos recreacionais, dentre outros.

Acredita que a demanda seja uma função crescente do consumo de energia comercial e que a elasticidade variará positivamente com relação à demanda, ou seja, d PAX/ d ECO = b3 > 0. A base de dados de consumo mensal em MWH, foram obtidas junto à Light Serviços de Eletricidades S.A.

TCR : Taxa de Câmbio Real Efetiva - A taxa câmbio real, importante conceito na área de comércio exterior, é derivada da taxa de câmbio em valores correntes. Se o câmbio, em valores correntes, permanecer igual e ocorrer inflação internamente, verificar-se-á uma queda do câmbio real. Por outro lado, se houver inflação externa, ocorrerá um aumento no câmbio real.

A taxa de câmbio real em valores correntes é deflacionada pelo índice de preço ao consumidor do Rio de Janeiro (base de referência: julho 1994 = 100) e inflacionada pelo índice de preço ao consumidor dos Estados Unidos (EUA). A base original desse índice é dezembro 1995 =100, obtida através da Fundação Getúlio Vargas.

Mudanças acentuadas no câmbio real trazem profundas transformações no comércio exterior de um país, bem como no seu turismo interno e externo. Acredita-se que quanto maiores os valores assumidos pela mesma, menores serão as viagens para o exterior do país, passando os turistas nacionais a optarem pelo turismo interno. Com relação aos turistas estrangeiros, dependerá do efeito que estas variações produzem sobre suas economias, podendo ocorrer retração nos países em desenvolvimento, bem como manutenção dos fluxos, nos de renda mais alta.

Em vista disso, espera-se que a elasticidade demanda – Taxa de câmbio real efetiva seja positiva, isto é, d PAX/ d TCR = b2 > 0. Um aspecto do câmbio real é que este não possui uma unidade definida – as informações são apresentadas em forma de índices.

PAX t-1: Passageiro Defasado - Representa um conjunto amplo de fatores relacionados à atração da viagens turísticas, como: por exemplo: as facilidades de acesso, as belezas e imagem do sistema férreo. Por ser de difícil mensuração, pois envolve aspectos qualitativos, optou-se em representá-la através da variável passageiro defasado no ano anterior. A variável passageiro defasado mede o fluxo de turistas, atraídos no ano anterior ao de referência.

O trem do Corcovado além de circular no Parque Nacional da Tijuca faculta aos turistas o acesso, durante o passeio, às caminhadas e trilhas ecológicas existentes na estação das Paineiras. Em pesquisa realizada em 1999, pela EMBRATUR, com os turistas internacionais em todo Brasil, verifica-se que a maioria deles (92%) voltaria a visitar o país, tendo sido a cidade do Rio de Janeiro a mais visitada dentre as demais (32%). Assim, em paralelo, considera-se que os turistas que já tenham participado do passeio cultural contemporâneo e ecológico da estrada de ferro do Corcovado, no ano anterior, retornem ou o recomendem a terceiros, no clássico “boca-a-boca”, incrementando os fluxos turísticos em férias do outro ano.

Espera-se que a elasticidade demanda em relação a variável passageiro defasado, seja positiva, ou seja, d PAX/ d Pax t-1 = b6 > 0. Cabe ressaltar que, t é uma unidade de tempo e t- 1 o período imediatamente anterior, ou seja, o ano anterior para cada um dos meses analisados.

Desse modo, o modelo compõe-se das seguintes variáveis:

PAX = f (TOH, ECO, TCR, PAX t-1 ),

em que

PAX: Número de turistas transportados pelo sistema nos dois sentidos da ligação;

TOH: Taxa de ocupação hoteleira [%];

ECO: Consumo de energia elétrica Comercial [Mwh];

TCR: Taxa de câmbio real efetiva;

PAX t-1 : Passageiros transportados pelo sistema nos dois sentidos da ligação no ano anterior.

Uma vez definida as variáveis da modelagem, verifica-se qual equação melhor se ajusta ao modelo geral, através de regressões múltiplas, com todos os parâmetros do modelo, considerando-se as formas funcionais linearizáveis mais comuns. As formas testadas para verificação da melhor curva de ajustamento foram: múltipla linear, logarítmica ou potencial e a exponencial ou semi-logarítmica. Foi considerado, para todos os modelos, o nível de significância de 5%. A forma logarítmica ou potencial foi a que melhor se ajustou aos dados utilizados, representando adequadamente o fenômeno. Usando a forma logarítmica , constituída de uma única equação, a especificação final da equação do modelo, visando a explicação do comportamento da demanda transportada pelo trem do Corcovado, seria a seguinte:

LnPAX = b0 + b1 LnTOH + b2 LnECO + b3 LnTCR - b4LnPTC + b5LnPAX t + u,

onde:

u = termo aleatório 

5. ESTIMAÇÃO DO MODELO  

•  Coleta dos dados apropriados  

A modelagem do presente trabalho corresponde às técnicas de previsão condicional, aquelas cujas previsões dependem de fatos referentes ao comportamento de outras variáveis. Admite-se que um conjunto de fatores representa a força de atração do município receptivo, como as facilidades turísticas, isto é, hotéis, restaurantes, equipamentos turísticos, bem como, o consumo energético que, sendo de natureza dinâmica, favorece às previsões de curto espaço de tempo.

O período utilizado para análise foi uma série histórica, mensal, para os anos de 1995 a 2000. A escolha do curto período de um mês se deve às distorções de se trabalhar com dados anuais, para captar a sensibilidade dos efeitos das variáveis turísticas, bem como, a falta de informações que dificulta a obtenção de modelos a longo prazo.

Em vista destas considerações, a modelagem em Cross-Section , onde os dados de uma variável são coletados no mesmo ponto do tempo, tornou-se a opção mais adequada para o estudo.

•  Estimação dos parâmetros

Existem diferentes métodos para se estimar os parâmetros de um modelo econométrico. Um dos métodos mais tradicionais, para a estimativa dos parâmetros do modelo, é o dos mínimos quadrados ordinários, a partir de uma amostra dos valores das variáveis dependentes e independentes, de modo que a soma dos quadrados dos erros seja mínima.

Também se buscará inspecionar as diferenças dos erros, isto é, entre os valores observados e os correspondentes valores ajustados pelo modelo de regressão, que se denominam resíduos. Através desta análise de resíduos é possível se verificar se o modelo ajustado explica, de forma precisa, a situação que foi modelada, ou ainda, se uma ou mais das hipóteses básicas do modelo de regressão foram violadas.

Segundo Gujarati (2000), os problemas revelados pelo exame dos resíduos (u i ) corresponde a uma etapa complementar da pesquisa econométrica, que avalia apenas o grau de validade de um modelo, uma vez que sempre ocorrerá a violação de algum modo, não interferindo, portanto, em sua natureza, isto é, não altera as propriedades desejáveis e a exeqüibilidade da estimativa pelos mínimos quadrados ordinários.

Esta etapa consiste em realizar as respectivas calibrações através do softwar e statistics , visando facilitar os cálculos estatísticos da análise de regressão. Fórmulas tradicionais são empregadas por este pacote para análise da variância no cálculo do valor da estatística F de Fischer Snedecor associado aos coeficientes de correlação múltipla R 2 e para os valores da estatística t de Student associadas aos coeficientes dos regressores.

Rosemberg de Oliveira Fernandes – Chefe de Departamento de Monitoração da Central

Universidade Federal do Rio de janeiro – PET/COOPE – Companhia Estadual de Engenharia de Transporte e Logística – CENTRAL



Primeira Página á

NOVO ESTATUTO DA AENFER

Com as finalidades de adequar a AENFER à nova estrutura institucional do setor Transportes e ao novo Código Civil, buscar o crescimento de seu quadro associativo e prepará-la para o futuro, a atual Diretoria da AENFER criou um grupo de trabalho par estudar seu Estatuto e propor alterações que pudessem enquadrá-lo dentro das finalidades pretendidas.

Ao longo de nove meses, o grupo de trabalho composto por Antonio Gonçalves, Cenildo Mendonça, Jorge Ribeiro, José Roberto Pataro, Lílian Scuett, Pedro Paulo Thobias, Sérgio Murilo, Tereza Pinho e Wilson Shimura, coordenado por Wanderley Malta, analisou artigo por artigo, parágrafo por parágrafo, buscando alcançar os objetivos pretendidos sem perder o foco nas origens da Associação e no espírito que a norteou ao longo desses anos.

As experiências vivenciadas nos ajudam na escolha do caminho a seguir. E foi com esta disposição que o grupo submeteu, primeiro ao Conselho Deliberativo, e posteriormente à Assembléia Geral, sua proposta, a qual teve boa acolhida já que foi muito pequeno o número de alterações que sofreu pela Assembléia.

Caminha, assim, para um novo período de lutas, uma nova AENFER. Buscando representar cada vez mais, não apenas os engenheiros, mas todos os ferroviários, na defesa de uma atividade profissional melhor reconhecida e valorizada.

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

Podemos destacar a criação da nova categoria de associados:sócio efetivo; sócio amigo, sócio remido espontâneo; sócio contribuinte (não ferroviário) e sócio especial. E a restruturação das Diretorias com a criação de novas funções. São elas, juntas com as demais já existentes: Presidência; Vice-Presidência, Diretoria Administrativa; Diretoria de Patrimônio; Diretoria Financeira; Diretoria Técnica; Diretoria Cultural e de Preservação Ferroviária; Diretoria de Divulgação e Mercado; Diretoria de Produtos e Serviços; Diretoria de Acompanhamento Judicial; Diretoria de Assistência aos Aposentados e Diretoria Social, A criação de novas Diretorias foram as principais alterações sofridas pelo Estatuto. Estas alterações buscaram tornar a Diretoria mais dinâmica, além de permitir a participação de ferroviários de outras categorias profissionais nos processos decisórios da Associação.

Com a desestatização promovida no governo anterior, o número de empresas no setor ferroviário aumentou, não só as de operação como também as de fornecimento de materiais e equipamentos ferroviários. Nada mais justo e democrático do que representantes dessas empresas poderem participar de nosso convívio associativo. A troca de experiências permitirá o crescimento, não só da AENFER, mas do transporte sobre trilhos como um todo.

É com esse espírito que estamos plantando esta semente. Que 2007 seja o ano de início do resgate da importância do transporte sobre trilhos para o desenvolvimento sustentado do Brasil.

Nós, da AENFER, continuaremos lutando para que isto ocorra porque acreditamos que “O BRASIL TREM JEITO”.


Balanço Projeto Cultural á

Até o dia 07/12/06, 253 associados aderiram ao grupo de contribuintes para o Projeto Cultural.

No mês de setembro/2006 arrecadamos R$ 2.993,02;

Em outubro/2006, R$ 1.452,00;

Em novembro/2006 R$ 1. 092,00;

Em dezembro/2006, até 12/12/2006, R$ 1.141, 00, totalizando R$ 6. 678,02

Agradecemos e esperamos que essas contribuições cresçam para que possamos realizar um Projeto de grande vulto.



Central Realiza passeio de trem ecológicoá

Organizado pela Central Logística em parceria com a Focotrafe e Associação Comunitária de Visconde de Itaboraí, foi realizado no dia 10 de dezembro, o primeiro passeio turístico popular no Trem Ecológico.

Partindo da estação ferroviária de Visconde de Itaboraí, o trem percorreu um lindo trecho de belíssima natureza até Guapimirim, onde os passageiros puderam permanecer durante toda a tarde desfrutando das alegrias de um domingo de lazer, entre cachoeiras do Rio Soberbo e caminhadas ecológicas na Mata Atlântica, ao pé da Serra dos Órgãos e Parque Nacional.

A viagem que teve seu início partindo de Visconde de Itaboraí às 9:30 e retorno de Guapimirim às 16:00, teve preços módicos no valor das passagens, R$ 4,00, sendo que crianças até dez anos não pagavam e as vendas dos ingressos foram feitas na própria estação de embarque com vagas limitadas a 120 lugares.

Para os próximos passeios turísticos no Trem Ecológico, já programado para o próximo dia 4 de fevereiro de 2007, uma novidade: o trem terá um vagão adicional que possibilitará os passageiros levarem suas bicicletas para estender seus passeios ao ar livre pela bucólica cidade de Guapimirim.

Assessoria de Comunicação da Central