|
|
JORNAL AENFER N° 113 - Dezembro/2006 Sumário Ö Barrinha pode voltar a circular Ö HISTÓRIA ORAL: Engenheiro Américo Maia dá depoimento na Aenfer e deixa registrada sua longa trajetória profissional e de vida.Ö Seminário sobre a Linha 3 do Metrô Ö Central recupera dois carros de passageirosÖ Ferroviários participam da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Editora Executiva: Silmara Reis
|
||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Barrinha pode voltar a circular áO governo do Estado através da Secretaria de Transportes e da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística-Central, recuperou o trem “Barrinha” do ramal que liga as cidades de Japeri até Barra do Piraí. O trem, desativado desde 1996 após um grave acidente, tem um trajeto de 46 Km, passa pelos municípios de Paulo de Frontin e Mendes e conta com nove estações e duas Paradas. São elas, Estação Japeri, Paradas Eng. Mario Belo e Eng. Gurgel, as Estações Palmeira da Serra, Eng. Paulo de Frontin, Humberto Antunes, Martins Costa, Morsing, Santana da Barra e Barra do Piraí. O Governo do Estado em parceria com o Banco Mundial, realizou investimentos de 1, 6 milhão de reais na recuperação dos quatro carros de passageiros, incluindo todo o sistema eletromecânico e de freios, além de contemplar uma nova iluminação interna e externa dos carros de passageiros. Com capacidade para 1.400 passageiros, o trem recebeu a visita do diretor-presidente da Central, Luiz Carlos Lino e do secretário estadual de Transportes, Albuíno Azeredo e terá uma previsão inicial de quatro viagens/dia. O ramal ferroviário foi privatizado e hoje é administrado pela MRS Logística que realiza o transporte de cargas. Embora esteja pronto para transportar passageiros, a Central, responsável pelo “Barrinha”, ainda aguarda a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT.
Nove estações e duas paradas. Trajeto de 46 quilômetros Japeri/ Eng. Gurgel / Palmeiras da Serra / Eng. Paulo de Frontin / Humberto Antunes / Mendes / Martins Costa / Morsing / Santana da Barra / Barra do Piraí
Trilho do Tempo No dia três de outubro de 2002, a reportagem da Aenfer foi convidada a acompanhar uma viagem experimental do trem “Barrinha”, que deu partida na estação de Japeri e seguiu até Barra do Piraí. A matéria está no Jornal Aenfer nº 92 de outubro de 2002. Além de ferroviários, jornalistas e convidados, fizeram o percurso da viagem, o engenheiro Raul de Bonis que respondia pela Secretaria Estadual de Transportes do Rio de Janeiro e o então diretor-presidente da Central, engenheiro Luiz Antônio Cosenza. Na época Cosenza havia falado que o próximo passo seria a viabilização de melhores horários para atender a população e isso seria resolvido até o final daquele mês. O líder comunitário de Barra do Piraí, Geomar Muniz, recolhera mais de 20 mil assinaturas de moradores que pediam a volta do trem. As assinaturas foram entregues ao governo do Estado. O trem foi recebido na estação de Barra do Piraí em clima de festa pela comunidade que carregava faixas de boas-vindas e agradecimentos às autoridades. Para Geomar, o “Barrinha” representava a vitória do povo.
|
|||||||||||
HISTÓRIA ORAL: Engenheiro Américo Maia dá depoimento na Aenfer e deixa registrada sua longa trajetória profissional e de vida. áAconteceu no dia 18 de outubro, no auditório Demosthenes Rockert mais um registro da História Oral, a qual faz parte do Projeto Cultural da Aenfer. Desta vez, o entrevistado foi o engenheiro Américo Maia de Vasconcelos Neto. Estiveram presentes no depoimento o jornalista Luiz Carlos de Souza Coelho, os engenheiros Agostinho Silva Coelho, Álvaro de Frontin Werneck, Eduardo Arouca de Andrade, Rubem Eduardo Ladeira, Walter Gêd Chagas Valverde, Renné Fernandes Shoppa, Helio Suêvo Rodriguez, Isabel Cristina Junqueira de Anedréa, Marcelo Freire da Costa, Pedro Galvão França e sua esposa Enita. O depoimento foi gravado pelo engenheiro Pedro Paulo Thobias e a presidente da Aenfer, engenheira Clarice Soraggi fez a abertura do evento. A gravação que durou mais de duas horas, começou com depoimentos de cada um dos convidados que falaram sobre a importância do papel do engenheiro Américo Maia na ferrovia brasileira. O primeiro a falar foi o engenheiro Agostinho Silva. Para ele, trabalhar com o engenheiro Américo Maia, foi um privilégio. Ser chefiado por ele foi uma honra. Para o engenheiro Álvaro Werneck é inacreditável o profundo conhecimento que Américo Maia tem sobre ferrovia. O engenheiro Pedro França ressaltou a satisfação de tê-lo como chefe e lembrou do respeito que Américo Maia tinha com todos os funcionários. O engenheiro Rubem Ladeira, um dos responsáveis pelo trabalho do Projeto Cultural de Preservação e da memória ferroviária, agradeceu a contribuição que Américo Maia tem fornecido. Não só o depoimento dele agora registrado, mas como conhecedor da ferrovia, tem ajudado muito nesse campo de resgate dessa memória. Um dos convidados mais emocionados foi o engenheiro Walter Gêd. Para ele, Américo Maia é uma figura humana que deve ser sempre respeitada por todos, além de ser solidário com os colegas quando passam por momentos mais difíceis. Todos que participaram da gravação da História Oral, falaram do engenheiro Américo Maia sem poupar elogios. Da facilidade de captar as coisas, da sua educação e da forma elegante de tratar sua equipe, lembrou o engenheiro Helio Suêvo. O engenheiro Sergio Murilo Ramos de Paiva, impossibilitado de comparecer no dia da gravação, ainda assim participou deixando seu depoimento escrito e lido pelo engenheiro Marcelo Costa, no qual dizia que Américo Maia “aliou e alia o conhecimento teórico da matéria à prática do dia a dia ferroviário, adquirida desde os seus tempos de residência no interior, ao grande domínio que tem de administração pública. Civis e generais respeitavam o seu bom senso, seu conhecimento e sua seriedade”. Américo Maia, em seu depoimento, disse que ao longo de seu trabalho na ferrovia, descobriu pessoas talentosas e humildes. Encontrou dificuldades pelo caminho. Passou por momentos duros assim que saiu de Montes Claros para trabalhar no Rio de Janeiro. Chegou a ser expulso de uma reunião por defender o cumprimento integral de qualidade de projetos que acabou custando seu emprego. Enfrentou vários desafios e recebeu missões importantes e difíceis na época em que estava como diretor da Rede Ferroviária. Uma delas foi coordenar no Ministério dos Transportes, a política de controle de processos de automação na época do governo Figueiredo. Mas salientou que fez amizades importantes durante sua trajetória. |
|||||||||||
Seminário sobre a Linha 3 do Metrô áO governo do Estado do Rio de Janeiro realizou no dia 21 de novembro, seminário sobre a Linha 3 do Metrô, no auditório da CBTU. Participou do evento o ministro das Cidades Márcio Fortes; presidente da CBTU João Luiz Silva Dias; secretário de Transportes do Rio de Janeiro Albuíno Azeredo; diretor-presidente da Central Luiz Carlos Lino; futuro secretário de Transportes do Rio de Janeiro deputado federal Júlio Lopes, representantes da Caixa Econômica Federal e diversas autoridades. A linha 3 do Metrô do Rio de Janeiro ligará o Centro do Rio a Itaboraí, passando por Niterói e São Gonçalo e segundo o ministro Márcio Fortes, tem grande importância por passar nas proximidades do pólo petroquímico de Itaboraí que será construído em breve. Fortes ressaltou que a construção da Linha 3 vai ser mais uma alternativa para os trabalhadores que irão fazer a construção e, posteriormente, para quem for trabalhar no pólo. Durante o seminário foram apresentados dados importantes enfocando alguns itens como o túnel de 5,5 quilômetros que passará por baixo da Baía de Guanabara, interligando a linha 1 do Metrô, na estação Carioca, garantindo uma demanda inicial de quase 400 mil usuários/dia. Os recursos para as obras contarão com aportes do Governo Federal, garantidos por emendas no próximo orçamento da União, além de recursos do Estado e uma linha de financiamentos públicos e privados a ser montada. De acordo com a Central, o custo total desta obra ferroviária, foi estimado em R$ 3 bilhões, com 14 estações e uma extensão de 28,5 quilômetros, incluindo o túnel. Segundo a Secretaria Estadual de Transportes, se a verba for disponibilizada a partir do início do ano que vem, haverá possibilidade de executar o projeto em oito meses e iniciar as obras no segundo semestre do próximo ano. A previsão de término da construção do trecho de Guaxindiba até Niterói é de três anos e meio. |
|||||||||||
Central recupera dois carros de passageiros áAtendendo ao compromisso firmado há mais de um ano com seus clientes do Ramal de Niterói a Visconde de Itaboraí e graças ao esforço e capacidade do seu corpo técnico, a Central – Companhia Estadual de Engenharia de Transporte e Logística entregou, no dia dois de novembro, dois carros de passageiros recuperados à população. Mesmo diante da escassez de recursos disponibilizados pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, a Oficina de Manutenção de Material Rodante de Triagem recuperou os carros U270 e U370, de fabricação Pidner. Os serviços no carro U270 foram executados de abril a junho deste ano e no carro U370, de junho a outubro, sendo os testes finais realizados em ambos os carros após o término dos trabalhos. O custo total para a recuperação deste serviço foi de R$ 12.531,64, sendo R$ 5. 993,00 em materiais aplicados e R$ 6.538,64 com a mão de obra. A equipe de profissionais que atuou diretamente nos serviços foi composta por:
ara a área operacional da Central, a recuperação dos carros de passageiros torna mais flexível a programação dos horários de trens com mais conforto e confiabilidade, atraindo ao sistema ferroviário do ramal de Visconde de Itaboraí, um maior número de usuários. |
|||||||||||
Ferroviários participam da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho áAconteceu entre os dias 06 e 10 novembro, no auditório da Estação de Barão de Mauá na Leopoldina, a Primeira Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT. Vários temas foram abordados e discutidos, como segurança em eletricidade; dependência química; saúde pela água; segurança no trabalho com máquinas e hipertensão e diabetes, entre outros. O diretor-presidente da Central Logística, engenheiro Luiz Carlos Lino, fez a abertura do evento e falou sobre a política de prevenção de acidentes de trabalho. Alertou sobre a importância de discutir temas que envolvam todos os trabalhadores. A engenheira Therezinha Magalhães, conselheira da Aenfer, informou que a 1 a SIPAT foi um sucesso e contou com a presença dos trabalhadores ferroviários e alunos da Escola Técnica Silva Freire. Na palestra sobre higiene bucal, os participantes receberam kits de higiene oral. O INSS distribuiu vários brindes, entre os quais, sacolas de viagens que foram sorteadas para o público. A Aenfer contribuiu com a doação de três garrafões térmicos para o transporte de água da via permanente, contribuindo com a melhoria de qualidade das condições de trabalho. |
|||||||||||