ARTIGO TÉCNICO |
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Título: UMA SEGMENTAÇÃO PARA OS TRENS TURÍSTICOS BRASILEIROS (segunda parte) Autor: Rosemberg de Oliveira Fernandes – Engenheiro Ferroviário – Universidade Federal do Rio de Janeiro – PET/COPPE Fonte: Jornal AENFER N° 102 - Julho/2004 |
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3. DEFINIÇÃO DAS VARIÁVEIS A formulação do problema consiste na definição das variáveis a serem aglomeradas. O conjunto de variáveis escolhidas deve descrever a semelhança entre os objetos de forma relevante para o problema de pesquisa. As variáveis podem ser escolhidas com base em pesquisas passadas e na teoria. Entretanto, quando o objetivo for um estudo exploratório, o pesquisador deve utilizar a sua intuição investigativa para definição das mesmas como é o caso deste estudo. Para compor as variáveis deste estudo, escolheu-se três grupos de fatores associados à oferta local onde está inserido o trem turístico. O primeiro fator contempla as características internas do próprio sistema ferroviário. O segundo diz respeito às características sócio-econômicas dos municípios. E o último trata dos atrativos turísticos do passeio, denominado "fatores de atratividade". 3.1. Características Internas do Sistema de Transporte Ferroviário Turístico O primeiro fator, relativo à demanda turística ferroviária, refere-se às variáveis internas do sistema. Estas variáveis foram obtidas a partir de dados operacionais para o ano de 2000, coletados junto às operadoras de trens turísticos. Considerando-se que muitas informações não puderam ser obtidas pela inexistência das mesmas em alguns sistemas, foram selecionadas apenas três que estão, diretamente, associadas aos fluxos turísticos. São elas:
Tabela 3.1.1 – Variáveis Internas dos Trens Turísticos – Ano 2000
3.2. Características Sócio-Econômicas do Município O segundo fator refere-se às características sócio-econômicas dos municípios nos quais estão inseridos estes sistemas. RABAHY (1990) aponta a existência de uma certa correlação entre o tamanho das cidades e o número de turistas. A força de atração de uma cidade está associada, dentre outros fatores, à sua infra-estrutura urbana e turística e se comporta como fonte geradora de fluxos a todos os atrativos nela instalados. Para BENI (2000) a demanda de uma atividade turística particular, ligada a uma certa distribuição no espaço (como os trens turísticos), é derivada da demanda turística final. Esta demanda final é composta, por sua vez, do somatório das demandas das atividades e equipamentos instalados, como alojamentos, equipamentos de alimentação, de animação, dos recursos naturais, culturais. Desta forma, a composição dos aspectos sócio-econômicos do município, onde estão inseridas as ferrovias turísticas, pode ser expressa pelas seguintes variáveis: Variáveis da Infra-Estrutura Turística Variáveis da Infra-Estrutura Urbana (Anuário/ 98 - IBGE) Tabela 3.2.1 – Variáveis Sócio-Econômicas dos Municípios dos Trens Turísticos
(*) Dados Guia 4 Rodas (2000) (**)Dados IBGE – Anuários Estatísticos Municipais (1998) 3.3. Atrativos Turísticos do Passeio – Fatores de Atratividade As variáveis associadas ao "fator de atratividade do passeio" tiveram que passar por uma adaptação, uma vez que representam características qualitativas. Isto decorre da inexistência de informações específicas para o setor ferroviário turístico. Foram observadas, classificações na área turística, para os setores rodoviário e hidroviário, tanto nacionais (Embratur) quanto internacionais (BENI 2000). As que mais se identificam com os trens turísticos referem-se ao sistema hidroviário turístico. Após o estudo destes setores, chegou-se a uma classificação, específica para o sistema ferroviário turístico, que serviu de base para a composição das variáveis de atratividade do passeio. |