O diretor geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, informou na semana passada que não há nenhuma possibilidade do canteiro de obras do TAV ser inaugurado antes das eleições, o que exclui também a possibilidade do projeto ser utilizado com finalidade política. Bernardo Figueiredo disse que o máximo que pode acontecer ainda este ano é licitação e assinatura do contrato com o consórcio vencedor. Na notícia, de acordo com o site da Revista Ferroviária, o diretor informou que está mantida a data de maio para a publicação do edital definitivo, embora não necessariamente dois de maio, conforme previsto anteriormente.
“Depois da série de audiências públicas que fizemos os interessados voltaram a nós com propostas de ajustes no edital. Nós os ouvimos, atendemos a grande parte de suas colocações, e agora estamos na fase de preparação do texto”, disse Figueiredo.
Outro assunto que ainda pode ser ajustado conforme o interesse do investidor é o ponto de parada em São Paulo. O governo escolheu Campo de Marte porque é um ativo federal e a construção de um terminal sairia mais barato. Mas ao que parece o governo de São Paulo prefere Barra Funda.
O diretor da ANTT falou em Brasilia depois da assinatura de um memorando de cooperação técnica com a UIC - Union Internationale des Chemins de Fer - organização mudial com sede em Paris e que reúne praticamente todas as ferrovias do mundo, cerca de 200, segundo seu diretor geral Jean-Pierre Loubinoux. Ele disse que as ferrovias estão passando por um renascimento no mundo inteiro, em função de três fatores: a necessidade de mobilidade de passageiros e cargas, a questão ambiental e o planejamento urbano.
Fonte: Site da Revista Ferroviária, 10/03/10