Histórico da Aenfer
A Associação de Engenheiros Ferroviários AENFER, foi criada em 26 de março de 1992, e é sucessora da Associação de Engenheiros da Estrada de Ferro Central do Brasil AECB, fundada em 19 de junho de 1937, da Associação de Engenheiros da Administração Geral da Rede Ferroviária Federal S.A. - AEAG, fundada em 27 de agosto de 1962, e da Associação da Companhia Brasileira de Trens Urbanos AECBTU, fundada em 22 de fevereiro de 1986.
Em 2007, a AENFER completou 70 anos de serviços prestados à Ferrovia no Brasil, acompanhando os projetos desenvolvidos pelo governo federal e pelos governos estaduais, envolvendo este modal, apresentando propostas para adequá-los física e/ou financeiramente, quando necessário, fiscalizando as entidades de apoio dos ferroviários, REFER Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social e SESEF Serviço Social das Estradas de Ferro, e atuando no apoio aos ferroviários e às administrações da CBTU e da CENTRAL Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (sucessora da STU-RJ e da FLUMITRENS), e das extintas EFCB Estrada de Ferro Central do Brasil e RFFSA.
A construção da Estrada de Ferro D. Pedro II se fazia necessária, pois o país necessitava dar escoamento à produção dos produtos agrícolas destinados à exportação e ao abastecimento interno. Suas raízes históricas remontam ao dia 1º de julho de 1839, quando o médico homeopata Thomaz Cochrane requereu ao Parlamento Brasileiro o privilégio exclusivo para organizar uma companhia que construísse uma linha férrea cujo traçado, começando na Pavuna e subindo a Serra do Mar, chegasse até Vila de Resende, acompanhando a margem do rio Paraíba. Mesmo tendo conseguido, em 1840, a concessão, Cochrane teve seu contrato rescindido mais tarde, pois não conseguiu dar início a obra, após sucessivos pedidos de adiantamento.
Somente 15 anos depois, com a aprovação de seus Estatutos, ficou constituída a Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II . Em agosto do mesmo ano, sob a direção do engº Christhiano Benedicto Ottoni, foram iniciados os trabalhos de construção. O projeto previa uma via férrea que atravessasse alguns municípios próximos à Capital, seguisse pelo Vale do Paraíba e, daí as Províncias de São Paulo e de Minas Gerais. De Minas, as linhas seguiriam pelo vale do rio das Velhas até o rio São Francisco, onde se encontrariam com o sistema fluvial, unindo assim, o Sul ao Norte.
Apesar dos inúmeros obstáculos, no dia 29 de março de 1858, com a presença do Imperador D. Pedro II, da família imperial e de inúmeros convidados, foi inaugurada a primeira seção da ferrovia, com a extensão de 47,210 quilômetros, entre a Estação da Corte e a localidade de Queimados, tendo estações intermediárias em Cascadura e Maxambomba, atual Nova Iguaçu.
No regresso a Estação da Corte, do trem especial que havia conduzido a família imperial e convidados até a Estação de Queimados, Christiano Benedicto Ottoni, construtor e primeiro Diretor da ferrovia, recebeu o título de Conselheiro do Império. Era a terceira ferrovia inaugurada no país. Pouco antes, no dia 8 de fevereiro, havia sido aberta ao tráfego a Estrada de Ferro Recife a São Francisco
Em novembro do mesmo ano, a linha chegou a Belém, atual Japeri, com mais 13 quilômetros.
Em 15 de novembro de 1889 é proclamada a República e por aviso do Governo Provisório, a partir de 22 de novembro a Estrada de Ferro D. Pedro II passa a denominar-se Estrada de Ferro Central do Brasil.
Em 30 de setembro de 1957, com a fundação da Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA, a Central do Brasil , como outras 19 ferrovias, passam a fazer parte do acervo patrimonial dessa nova empresa.
Na década de 60 e no início dos anos 70, diversos ramais e estradas falidas, que foram absorvidas pela Central, ao longo dos anos, tiveram o seu tráfego suspenso e, posteriormente, foram erradicadas.
Em 1969 a RFFSA altera sua estrutura organizacional implantando quatro grandes Sistemas Regionais e a Central fica incorporada ao Sistema Regional Centro. As ferrovias deixam de ser denominadas por Estradas de Ferro e são classificadas como Divisões Operacionais. A Central do Brasil é divida em duas Divisões Operacionais: 6ª Divisão Central e 8ª Divisão Subúrbio do Grande Rio.
Em dezembro de 1973, a 6ª Divisão Central perde mais uma parte da antiga Central do Brasil: a bitola métrica que era denominada 3º Distrito de Transporte, passa a constituir a 14ª Divisão Centro Norte.
Uma nova reorganização administrativa é implantada na RFFSA, no ano de 1975. Criam-se seis Regionais e a Regional Rio de Janeiro assume as antigas linhas de carga da Central do Brasil e da Leopoldina e, a linha suburbana da Central em São Paulo, muda de administração. Esta reforma administrativa sepulta, definitivamente, o nome CENTRAL.
Em 1984 foi criada a Companhia Brasileira de Trens Urbanos CBTU, que absorve as linhas de transportes de passageiros do subúrbio de todo o país. No Rio de Janeiro, em 1994, o transporte de passageiro suburbano é estadualizado e em 1998 é entregue a iniciativa privada.
Com a desestatização da RFFSA ocorrida na segunda metade dos anos 90 e a do subúrbio do Rio de Janeiro em 1998, a Estrada de Ferro Central do Brasil passa a ter quatro empresas sucessoras: no sistema de bitola de 1,60m MRS Logística ; no sistema de bitola de 1,00m Ferrovia Centro Atlântica (FCA) ; no sistema suburbano do Grande Rio SuperVia ; e no sistema suburbano de São Paulo Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Entretanto, não pode ser esquecido que três trechos de pequena extensão da Central, foram absorvidos por outras empresas: a linha erradicada da Estrada de Ferro Rio D'Ouro, é a atual linha 2 do Metrô do Rio de Janeiro; em Minas Gerais, parte da linha desativada do subúrbio de Belo Horizonte, integra a atual linha metropolitana e a Estrada de Ferro Vitória Minas assumiu o trecho, de bitola de 1,00m, Costa Lacerda Nova Era.
29/03/1858 a 13/12/1865 Christiano Benedicto Ottoni
14/12/1865 a 13/01/1869 Bento José Ribeiro Sobragy
14/01/1869 a 14/02/1872 Mariano Procópio Ferreira Lage
15/02/1872 a 11/04/1873 Elisário Antonio dos Santos (Barão de Angra)
16/04/1873 a 12/06/1876 Bento José Ribeiro Sobragy
31/08/1876 a 22/06/1880 Francisco Pereira Passos
06/09/1880 a 26/01/1884 Herculano Veloso Ferreira Pena
20/02/1884 a 29/07/1884 Miguel Noel Nascente Burnier
19/11/1884 a 30/11/1889 José Ewbanck da Câmara
09/12/1889 a 25/02/1891 Eugênio Adriano Pereira Cunha
04/03/1891 a 31/12/1891 João Chrockatt de Sá Pereira de Castro
01/01/1892 a 09/03/1893 Antonio Geraldo de Souza Aguiar
20/03/1893 a 30/11/1894 Vespasiano Gonçalves Albuquerque e Silva
01/11/1894 a 20/11/1896 Jerônimo Rodrigues de Morais Jardim
21/11/1896 a 16/09/1897 André Gustavo Paulo de Frontin
17/09/1897 a 04/04/1899 Francisco Pereira Passos
05/04/1899 a 29/01/1900 Alfredo Eugênio d'Almeida Maia
30/01/1900 a 15/05/1903 Gustavo Adolfo da Silveira
16/05/1903 a 14/11/1906 Gabriel Osório de Almeida
16/11/1906 a 13/01/1910 Aarão Reis
14/01/1910 a 14/11/1914 André Gustavo Paulo de Frontin
21/11/1914 a 07/02/1917 Miguel Arrojado Lisboa
07/02/1917 a 10/03/1919 Marciano de Aguiar Moreira
11/03/1919 a 06/08/1919 José Gonçalves Barbosa
07/08/1919 a 27/11/1922 Joaquim de Assis Ribeiro
28/11/1922 a 16/05/1923 Caetano Lopes Jr.
17/05/1923 a 15/11/1926 João de Carvalho Araújo
16/11/1926 a 24/10/1930 Romero Fernando Zander
25/10/1930 a 28/10/1930 Luiz Carlos da Fonseca
29/10/1930 a 01/12/1930 Caetano Lopes Jr.
09/12/1930 a 23/03/1932 Arlindo Ribeiro da Luz
24/03/1932 a 13/08/1932 Luciano Martins Veras
14/08/1932 a 24/10/1932 Aristóteles de Lima Câmara
25/10/1932 a 01/02/1933 Vitor Gustavo Mascarenhas Tamm
25/02/1933 a 30/11/1937 João de Mendonça Lima
01/12/1937 a 17/12/1937 Alberto Flores
18/12/1937 a 14/04/1941 Waldemar Coimbra Luz
14/04/1941 a 05/11/1945 Napoleão de Alencastro Guimarães
06/11/1945 a 04/02/1946 Ernani Bittencourt Cotrim
05/02/1946 a 29/05/1948 Renato de Azevedo Feio
10/06/1948 a 04/04/1950 Durival de Brito e Silva
11/04/1950 a 11/08/1950 Contram de Souza
16/08/1950 a 30/01/1951 Jurandir de Castro Pires Ferreira
11/02/1951 a 22/01/1953 Eurico de Souza Gomes Filho
23/01/1953 a 30/09/1957 Jair Rego de Oliveira
17/10/1957 a 18/05/1958 Luiz Alberto Whately
19/05/1958 a 16/07/1963 Jorge de Abreu Schilling
17/07/1963 a 28/04/1964 Antônio Negreiros de Andrade Pinto
29/04/1964 a 17/05/1964 Dionísio M. Nascimento Jr.
18/05/1964 a 24/05/1966 Renato de Araújo
17/06/1966 a 05/04/1967 Antônio Henrique Alves Vilhena
06/04/1967 a 18/06/1967 Oswaldo Monachesi
19/06/1967 a 15/01/1968 Pedro Affonso da Rocha Santos
16/01/1968 a 22/07/1972 Francisco Cruz